Desde o anúncio dos patrocínios do BRB à CBB, Universo Brasília e Flamengo, esse assunto vem repercutindo nas redes sociais, com manifestações de agentes do basquete do DF, principalmente da base, inclusive indagando se a Federação estaria participando do processo.

Sim, a FBDF esteve, está e continuará ao lado da CBB nesse programa importante para o basquete nacional e do DF. Não participamos das questões relacionadas ao patrocínio dos clubes, aí incluído o Flamengo, que se tornou o tema preferido dos debates. E isto encaramos como uma ação legítima de marketing de uma instituição financeira que, embora seja controlada pelo Governo, com papel diferenciado, disputa espaço num mercado extremamente competitivo e que tem no ambiente virtual suas principais possibilidades de crescimento no DF e nos âmbitos regional e nacional. Ótimo que o recurso continue no basquete, pois poderia ser até em outra modalidade. E quanto mais positivo for no resultado do BRB, melhor, porque as margens para novos patrocínios e investimentos sempre crescem numa proporção dos lucros. Além disso, Brasília receberá grandes jogos, seleções… enfim, com essas ações já temos novas e promissoras perspectivas.

Mas vai além, prezados! Governador, Secretário de Esporte e Presidente do BRB lançaram e se comprometeram publicamente com o programa “Brasília Capital do Basquete”. E no evento de lançamento não faltaram declarações de todos deixando claro que os contratos ali formalizados eram um primeiro passo importante para implantar no DF uma nova política de esportes, abrangendo os diversos estágios, desde a iniciação até a profissionalização. E começa pelo basquete, que com esse selo ganha mais força em suas ações.

Um programa tem caráter mais duradouro e para se concretizar precisa de projetos viáveis, sintonizados com o propósito de efetivamente consolidar Brasília como a capital do basquete. É nessa construção que devemos colocar nossa energia. Temos de nos envolver, mobilizar nossos parlamentares, comunicar aos nossos parceiros atuais e potenciais, buscar a iniciativa privada, esclarecer nossos atletas, produzir ideias, organizar nossas entidades e estar prontos para gerar e aproveitar as oportunidades.

Claro que não existe um cofre com fartos recursos para o basquete e é evidente que esta é uma obra a executar. Assim como não teremos sucesso em todas as empreitadas… a propósito, como também é assunto presente nas redes, não foi agora que o Cerrado Basquete pode entrar no NBB, mas já é um parceiro declarado e importante à disposição do “Brasília Capital do Basquete”, nos dando a medida de como as coisas devem ser: vamos sempre aproveitar o melhor, construir e reconstruir, se for necessário. Reiterando, a Federação está totalmente comprometida com esse programa inédito no DF – e até no Brasil – e tem certeza de que contará com todos que trabalham pelo basquete.

Francisco Oliveira – presidente da FBDF