O Presidente fala sobre a retomada dos Campeonatos Oficiais, em 2013, e projeta ações para 2014.

Presidente, qual sua avaliação sobre esse primeiro período à frente da FBDF?

– Além de diversas melhorias administrativas que promovemos na Federação, considero que conseguimos alcançar nosso principal objetivo de 2013, que era retomar os Campeonatos Oficiais. Tivemos 37 equipes e mais de 400 atletas participando da competição, entre outubro e dezembro, nas categorias Sub-14, Sub-15, Sub-16, Sub-17 e Sub-19, masculinas, e no Adulto Feminino. Além disso, apoiamos com as premiações as categorias Sub-12 e Sub-13, da LBB (Liga infantil), e o Campeonato Adulto Masculino, organizado pela BRABA (Liga do adulto masculino). O registro negativo é que não tivemos equipes suficientes para realizar competições femininas nas categorias de base.

Ao que você atribui essa dificuldade com o basquete feminino e o que fazer para mudar a situação?

– Já era esperada uma dificuldade maior com esse segmento, que sofreu mais do que o masculino com a falta dos campeonatos e de apoio. Acredito que a prioridade continua sendo viabilizar competições para as meninas, em condições diferenciadas, facilitando ao máximo a participação. É nisso que vamos trabalhar neste ano e felizmente temos um novo motivador, que é o time adulto do Vizinhança disputando a Liga de Basquete Feminino. Sem dúvida, esse projeto já abre novas perspectivas para o desenvolvimento do basquete feminino no DF.

Além dos Campeonatos Oficiais, que outras ações podemos esperar para 2014?

Já tinha antecipado, na entrevista anterior, que estávamos trabalhando num programa mais amplo para o basquete do DF. Esse programa, que chamamos de PROBASQUETE, tem 10 projetos que pretendemos desenvolver em 2014. A intenção era lançá-lo oficialmente no final do ano passado, mas alguns projetos dependem de participação do GDF e de outros parceiros, que ainda estamos negociando. Os campeonatos oficiais continuam sendo, claro, um projeto prioritário e vamos realizá-los em novo formato, de maio a novembro, com uma primeira fase de jogos nas quatro regionais que definimos (Brasília, Gama, Sobradinho e Taguatinga) e depois a “Copa DF”, que pretendemos organizar com primeira e segunda divisões. Em abril, já executaremos o primeiro projeto, que será o piloto de um curso autossustentável de formação para técnicos, da ENTB – Escola Nacional de Treinadores de Basquetebol, que estamos elaborando em conjunto com a CBB. Também teremos um Circuito FBDF de Basquete 3×3 maior, possivelmente também com etapa nas regionais. Além disso, é importante continuarmos com o processo de formação de novos oficiais de arbitragem e aperfeiçoamento do quadro e precisamos, ainda, fortalecer o trabalho com as seleções de base, estruturar melhor.

A propósito, há intenção de ter seleções permanentes?

Essa é uma ideia que discutimos com o Rubén Magnano, durante o Jogo das Estrelas, no ano passado, e que nos agrada muito. Em fevereiro, vamos nos reunir com nosso Conselho Técnico-Estratégico e avaliar a viabilidade para este ano. Já sabemos, de acordo com o novo modelo divulgado pela CBB para os campeonatos de base, que nossas Seleções vão jogar em agosto e novembro, em Poços de Caldas (MG), o que ajuda em nosso planejamento.

Qual sua mensagem para a comunidade do basquete nesse início de ano?

– Quero reforçar que ficamos satisfeitos com a arrancada que demos em 2013, mas sei que temos muito trabalho pela frente, pois queremos evoluir muito mais em 2014 e buscar a sustentabilidade para nosso esporte, principalmente na base. E para isso temos que estruturar nossa arrecadação, instituir as taxas e recebê-las. Por isso, firmamos convênio com o PagSeguro e praticamente todos os pagamentos poderão ser feitos no site da FBDF, de forma rápida e segura, e a taxa anual de registro dos atletas é a primeira que já pode ser paga por esse sistema. Ainda vamos precisar bastante da ajuda de todos, mas estejam certos de que continuamos nos esforçando para contar com parceiros que viabilizem os nossos projetos e o crescimento do basquete.