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Apesar da pouca idade, Danilo Sena já é “gente grande”. O atleta vem se destacando nos últimos anos e, em 2014, foi titular da Seleção Brasileira Sub-15 e campeão Sul-Americano. Despertou interesse de diversos clubes e até do exterior. Mesmo com o sucesso repentino, que poderia deixar um adolescente deslumbrado, Danilo se mantém focado no seu maior objetivo: sempre melhorar. Formado pela Lance Livre Esportes e agora transferido para as categorias de base do UniCEUB/BRB, onde inicia uma nova fase de seu desenvolvimento, o atleta nos falou sobre os seus primeiros anos no basquete, seu dia a dia e seus planos para o futuro.

Quando você começou a se interessar pelo basquete?

Não me lembro bem, mas eu tinha uns sete ou oito anos. Eu via meu irmão treinar e me interessei. Não tinha cesta lá em casa, então a gente ficava jogando a bola na parede, o objetivo era eu passar pelo Breno e acertar a parte mais alta da parede. Aí eu comecei a gostar de basquete e meu irmão foi me ensinando algumas coisas, pra eu ter noção do que podia e do que não podia fazer. Um dia, eu falei pro meu pai que queria jogar basquete e um tempo depois ele me colocou na escolinha da Lance Livre, porque meu irmão já jogava lá.

Quando você começou a se interessar pelo jogo mais estruturado e achar que você poderia jogar bem?

Quando eu tinha uns onze anos. Na época, meu técnico era o Michael Swioklo, com quem treinei por uns dois anos. O Sub-13 todo eu treinei com o Cantuária. No Sub-14, foi que eu comecei a jogar pensando em ser mais competitivo. Acho que o Marcão, meu técnico da época, sempre teve confiança em mim e eu o considero um segundo pai. Ele conversava bastante comigo. Eu nunca treinei pra pegar seleção, eu sempre treinei pensando o que eu ia fazer no campeonato. Nunca tinha pensado em virar jogador profissional, mas no ano passado comecei a pensar em ser atleta de verdade… Eu tinha e tenho, até hoje, o objetivo de ter o arremesso perfeito e aí fui observar os caras da NBA. Eu fico assistindo uns vídeos e depois vou bater bola. Sempre que dá, fico treinando arremesso em casa, depois do treino, às vezes fico uma hora e meia treinando isso.

E o que você acha do seu arremesso hoje?

Acho que tá ruim, porque os arremessos de dois entram, mas os de três não. Minha média de três é muito baixa, então eu fico treinando muito arremesso e lance livre.

Quem foi sua primeira referência no basquete?

Foi o meu irmão, Breno. No início, eu só pensava em brincar, não assistia jogo, então não tinha nenhum atleta profissional que eu admirasse. Hoje, algumas pessoas com quem eu convivo são uma referência, como o Marcão, que eu citei antes, e o Carlinhos (fisioterapeuta do UniCEUB/BRB), que eu também considero um pai, pois ele me aconselha e conversa muito comigo sobre o basquete e sobre a vida.

Como você concilia o basquete de alto nível com a escola?

É difícil… eu acho que pra ser o melhor em alguma coisa você deve se empenhar e focar naquilo. Então, pra me dedicar ao basquete, eu acabo sacrificando algum tempo de estudo, mas tenho que conseguir levar os dois, porque a escola também é importante.

Como é a questão da participação da sua mãe, Cátia Sena, que sempre acompanha seus jogos?

Ela pode assistir, só não pode dar opinião no jogo. Mas ela se comporta bem, me apoia sempre e me ajuda muito na questão da logística, o que contribui para o meu desempenho.

Como é a sua alimentação? Você segue alguma dieta?

Por enquanto, não. Quando estou me preparando pra algum campeonato, aí eu tento comer uma alimentação mais reforçada.

O que você gosta de fazer nas horas vagas?

Gosto de sair com meus amigos.

Você está em um momento sensacional, se destacou em várias competições e ganhou diversos prêmios individuais em 2014. O que você acha que foi decisivo pra você chegar onde está?

Acho que a força de vontade, o desejo de melhorar. Por exemplo, tem dia que você vai treinar e está cansado ou não está bem, mas se hoje você não consegue fazer, amanhã você tem que conseguir. Se você pode, você tem que fazer! E não deve se preocupar tanto com as críticas.

Além dos destaques ao longo da temporada de 2014, você foi cestinha e melhor ala do Campeonato Brasileiro Sub-15. Ainda fechou o ano eleito como o melhor ala do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, na categoria Sub-17, mesmo sendo um atleta Sub-15. Como você lida com esse sucesso rápido e o que mudou?

Está tranquilo, não mudou muita coisa. Eu penso em jogar nas outras categorias da mesma forma que jogo na minha, eu tento jogar o meu jogo. As amizades continuam as mesmas… só aumentou o assédio das meninas.

Tem algum jogo que te marcou?

Eu lembro muito da final do Sul-Americano, contra a Argentina. Não foi o meu melhor jogo, mas foi marcante. Meu pior jogo foi a semifinal de Novo Hamburgo, em 2014. Troquei meu tênis da sorte, aí a gente perdeu (risos). Agora, o jogo que eu tive um grande desempenho foi a disputa de terceiro lugar do Brasileiro Sub-15 de 2014, contra o Paraná, em que fiz 44 pontos.

O que você planeja para o futuro?

Eu penso em jogar no Sub-22, do UniCEUB/BRB, o mais rápido possível, no máximo até este ano, nem que seja pra ficar no banco. Eu vou treinar pra isso. Agora é hora de aprender tudo, saber tudo.